© 2017 Wagner Willian

SOBRE

Artista visual e escritor com sede em São Paulo.

ARTE:

Exposições Individuais

2015 - Antes da Razão (Espaço Cultural Vallourec/BH)

2011 - Saravá Bangs (Galeria Vertente - Campinas/SP) 

2006 - Abate!  (Passagem Subterrânea da Consolação - São Paulo/SP)

Exposições Coletivas

2018 - Festival Internacional de Beja - Beja/Portugal

2015 - Exposição do Futuro (Galeria Ornitorrinco - SP)

2015 - Conecte-se (Matilha Cultural - SP)

2013 - SURPRAISE (Ateliê 397 - São Paulo/SP)

2013 - Transfigurações / o que precede o corpo (Verve Galeria - São Paulo/SP)

2013 - Arteagora 2 (Galeria Lourdina Jean Rabieh - São Paulo/SP)

2012 - Retratos, o que não se vê (Casa de Tijolos - São Paulo/SP)

2012 - Espelho Refletido (Centro de Artes Hélio Oiticica - Rio de Janeiro/RJ)

2009 - BUNKYO (Museu da Imigração Japonesa - São Paulo/SP)

2007 - Des(d)enhos (Passagem Subterrânea da Consolação - São Paulo/SP)

EDITORIAL

  •  Lobisomem Sem Barba (Balão, 2014): minicontos ilustrados    - Segundo lugar de Ilustração do Prêmio Jabuti;    

  • É (Bem) Difícil (Social Comics, 2015): livro infantil;  

  •  Antes da Razão (Vallourec, 2015): catálogo de arte;    

  • Deus é o Jiraiya (Nébula, 2016): curta história em quadrinhos;

  • Bulldogma (Veneta, 2016): romance gráfico - Troféu HQMIX Nova Revelação e Prêmio Grampo de Ouro;    

  • Incansável Cavalo de Bronze (Balão, 2016): conto;    

  • Flerte da Mulher Barbada (Veneta, 2016): livro de entrevistas Indicado ao Troféu HQMIX de Livro Teórico.

  • O Maestro, o Cuco e a Lenda (Texugo Editora) - HQ indicada em quatro categorias do Troféu HQMix e indicada também ao Prêmio Jabuti de 2018.

Sobre sua série de pintura Ukiyo-e BANZAI,

Jorge Coli, historiador e crítico de arte, escreveu o texto originalmente publicado na revista Made In Japan:

 

“Agente incomparável de ações, reações, empréstimos, colagens, imitações, citações, o destino das estampas japonesas foi o de provocar um abalo nas artes do Ocidente. Elas vieram para a Europa no século XIX, e os artistas que as viam pela primeira vez, vibraram com o novo universo, tanto formal quanto cultural, que ofereciam. Foi esse o destino delas: fecundar poderosamente.

            Por sua vez, a arte japonesa não ficou indiferente às revolucionárias novidades que tais estampas provocavam. Com esse retorno, instaura-se a troca, o troco. Assim, não seria imprudente afirmar que essas maravilhosas obras sobre papel criaram o primeiro grande processo de fusão entre a cultura japonesa e a ocidental. Trata-se de um fenômeno precursor da atual vocação (às vezes chamada, para o bem ou para o mal, de pós-moderna) em fazer emergir uma arte que capte imagens de origens as mais diversas, associando-as em amálgamas inesperados.

            Wagner Willian, sem nenhuma ascendência japonesa, com prodigioso domínio técnico foi buscar inspiração nessas fontes nipônicas. Ele se inscreve, portanto, numa bela tradição, ao promover sínteses engraçadas e inquietantes ao mesmo tempo.

            Qualquer dicionário ou enciclopédia ensina que ukiyo-e, o nome japonês para as estampas, quer dizer “mundo flutuante”. O livro de um especialista, Richard Lane, cita um escritor do século XVII, Asahi Ryoi, que definiu assim o Ukiyo-e:  “Viver apenas para o momento, transformar toda a atenção para os prazeres da lua, da neve, das flores de cerejeira e das folhas de bordo; cantar músicas, beber vinho, desviando dos obstáculos, apenas flutuando, flutuando, ...recusando-se a desanimar, seguir como uma cabaça flutuando na correnteza do rio: é isso o que chamamos de mundo flutuante.”

            É assim o mundo de Wagner Willian. Sua obra não é feita de realidades, mas de outras obras, de sonhos, de prazeres – dentre os quais, de modo expressivo, os eróticos, sugeridos pelos shunga, subgênero dos ukiyo-e, que expõem, sem pudores, modos muito variados de prazeres sexuais. Mas Wagner Willian os perturba com elementos da cultura contemporânea, por meio de alusões tanto às imagens obtidas no mundo flutuante da Internet, quanto alusivas ao cinema, ou aos quadrinhos. É impossível, por exemplo, não pensar na sequência japonesa do filme Kill Bill, de Quentin Tarantino, ao descobrirmos, vestida de maneira tradicional, a moça que aponta uma arma para nós.

            As telas de Wagner Willian produzem extraordinárias junções que vão para além das questões puramente formais e nos atordoam com seus poderes mágicos de manipulação. Procedimento único  dentro das artes brasileiras, são obras que tecem um vínculo inédito entre o Brasil e o Japão.”

E mais para o catálogo da exposição Saravá Bangs:

"Wagner Willian nasceu com o dom do desenho. Criança na Florença do século XV, teria sido posto em aprendizado num ateliê importante, como o de Verrocchio, ao lado de Leonardo da Vinci, Botticelli e Perugino, que deram ali seus primeiros progressos artísticos. No Brasil dos nossos tempos, trabalhou na publicidade para sobreviver. Mas a comichão da pintura não o abandonou. Pôs-se a inventar telas combinando imagens. Seu olhar nunca vai diretamente para a observação do mundo. Ele nutre-se de imagens já prontas, consagradas, ou de fotos: um filtro necessário para o tratamento altamente cultural que confere a elas. Combinando-as de modo a misturar irrisão e fascínio, Wagner Willian consegue provocar ao mesmo tempo familiaridade e estranhamento. A ironia crítica que suas telas contêm carrega-se de ressonâncias insidiosas, às vezes desconfortáveis, um pouco provocadoras, e sempre portadoras de uma estranha sedução. Embaralham passados diversos, longínquos ou próximos, transformando-os em presente. São fortemente atuais, mas oferecem também a sensação de uma estabilidade para além do momento ou da moda. Isso é causado pelo fato de que são pinturas de fato, não colagens, nem produzidas por efeitos computadorizados. É a alta técnica e o sentido artístico, ancorados em antigas tradições, que lhes confere sua grandeza singular."                                                                                                                                                                                                          

Jorge Coli.

WAGNER

WILLIAN

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